sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sobrevivência, Sucesso e Significado

SOBREVIVÊNCIA, SUCESSO E SIGNIFICADO

Todas as pessoas são dirigidas por alguma coisa, isto é, são guiadas, controladas, direcionadas por alguma força que determina o roteiro de sua vida. Alguns são dirigidos pela culpa, outros pelo medo ou pelo ressentimento e desejo de vingança. Há pessoas dirigidas pelo passado, que dizem: "Sempre foi assim, por que agora vai ser diferente?...". Outros são dirigidos pelos sonhos de terceiros, como, por exemplo, dos pais, dos filhos ou mesmo daqueles por quem nutrem uma louca paixão. Não são poucos os que vivem em razão do trabalho e dele fazem sua identidade – perdendo seu cartão de apresentação profissional perdem a si mesmos.

Um dos maiores desafios que devemos encarar de frente é a descoberta ou opção a respeito das forças que determinam nossos caminhos e destinos. Em outras palavras, devemos decidir em razão de que estamos vivendo.

Você pode viver em um de três níveis. O primeiro nível podemos chamar de sobrevivência, isto é, a pessoa não vive, apenas existe, e cada dia vencido é uma grande batalha ganha. Para tais pessoas, a expressão "pão de cada dia" é literal. Não se referem aos recursos da vida como diversos, mas como escassos.

O segundo nível podemos chamar de sucesso. De acordo com a cultura e o meio social em que vivemos, buscamos conforto, prestígio, realização profissional e relacionamentos satisfatórios. Nessa perspectiva, você sabe que é um sucesso quando pode escolher onde passar as férias, e, se este é o seu caso, a maioria das pessoas do mundo gostaria de ter seus problemas. Você é uma pessoa bem–sucedida.

Falando francamente, você se considera uma pessoa vivendo no nível da sobrevivência ou já pode se considerar um sucesso? Leve em conta que, se você acordou hoje mais saudável que doente, tem mais sorte que aproximadamente um milhão de pessoas que não verão a próxima semana. Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia da tortura, a dor da fome, tem mais sorte do que 500 milhões de habitantes do mundo. Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre a cabeça e um lugar aquecido para dormir, considere–se mais rico que 75% das pessoas do mundo. Se tiver dinheiro no banco, na carteira ou um trocado em algum lugar, considere–se entre os 8% das pessoas com melhor qualidade de vida no mundo. Enfim, considere–se uma pessoa bem–sucedida.

A questão é que você não consegue responder por que essa sensação de "está faltando alguma coisa". O que isso ensina? A velha ladainha de que o sucesso, por si só, não satisfaz. Você precisa de algo mais. Precisa chegar ao terceiro nível de vida. Além da sobrevivência e do sucesso, você precisa de significado.

Não tenho dúvidas de que a matriz para o sentido da vida vai além, muito além das conquistas terrenas, da prosperidade material, da vazão aos instintos e apetites físicos, da realização e experimentação do prazer sensual. Mas, também não acredito que a vida possa fazer sentido ou ser colorida com significado sem que essas dimensões estejam satisfeitas. "Com um homem faminto, você não pode falar de Deus, exceto em termos de pão", foi o que disse Gandhi. 

Por essa razão, proponho que o sentido da vida está absolutamente relacionado com a capacidade que desenvolvemos de resolver as demandas do corpo, suas necessidades e seus desejos, mas também e principalmente, do espírito e de sua essência. “O coração do homem tem um vazio do tamanho de Deus", como disse Dostoyevsky. O fato é que precisamos sobreviver e ter sucesso, mas é mais verdadeiro ainda que ansiamos por significado e respostas que nos conduzam à eternidade, a eternidade que cabe dentro do nosso coração.

Com carinho,

MF.

Fonte: Trechos extraídos do livro (“Vivendo com propósitos” de Ed René Kivitz)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Evangélicos NÃO PRATICANTES!

Escrito por Maxwell Ferraz

É até estranho. Para mim, sempre foi bastante comum ouvir a frase ‘Sou católico não praticante’, mas, evangélico não praticante é no mínimo esquisito. Segundo recentes pesquisas do IBGE e reportagem da revista Isto é, o número de evangélicos não praticantes no Brasil já ultrapassa a casa dos quatro milhões de pessoas.
Segundo a própria reportagem, “Evangélicos não praticantes são “aquelas pessoas que crêem, mas não pertence a nenhuma denominação”. Numa visão um pouco resumida poderíamos dizer que igreja é uma comunidade, onde pessoas se reúnem para celebrar ao Deus a quem servem, ter comunhão, orarem e aprenderem uns com os outros.
Se refletir um pouco nessa estatística com certeza surgirá alguns pontos de interrogação, como por exemplo: O que leva uma pessoa tomar a decisão de não ser mais membro de uma igreja? É possível uma pessoa ir para o céu sem freqüentar uma igreja? Afinal, um evangélico não praticante está em pecado?
As pessoas não querem e nem precisam de religião, dogmas, cartilhas e crendices, precisam de conversão, de novidade de vida e paz no coração. Quando entramos no campo da religiosidade estragamos o verdadeiro sentido da igreja, pois como sabemos, a religião afasta as pessoas. Esse mundo está cheio de traição, máscaras e discursos mentirosos, e se essas coisas acontecem dentro de uma igreja o que fazer lá? É só uma pergunta.
Acredito que quando uma igreja, que é uma comunidade deixa de ser uma comunidade e passa ser um clube onde seus sócios exigem seus direitos, pois estão ‘pagando’ por eles, ou, quando uma igreja se transforma em partidos políticos, onde cada grupo levanta e defende sua própria bandeira, e se esquecem que esse não é o papel da igreja na sociedade, estão assim, expulsando de dentro delas as pessoas e contribuindo para o aumento dessa estatística.