quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Evangélicos NÃO PRATICANTES!

Escrito por Maxwell Ferraz

É até estranho. Para mim, sempre foi bastante comum ouvir a frase ‘Sou católico não praticante’, mas, evangélico não praticante é no mínimo esquisito. Segundo recentes pesquisas do IBGE e reportagem da revista Isto é, o número de evangélicos não praticantes no Brasil já ultrapassa a casa dos quatro milhões de pessoas.
Segundo a própria reportagem, “Evangélicos não praticantes são “aquelas pessoas que crêem, mas não pertence a nenhuma denominação”. Numa visão um pouco resumida poderíamos dizer que igreja é uma comunidade, onde pessoas se reúnem para celebrar ao Deus a quem servem, ter comunhão, orarem e aprenderem uns com os outros.
Se refletir um pouco nessa estatística com certeza surgirá alguns pontos de interrogação, como por exemplo: O que leva uma pessoa tomar a decisão de não ser mais membro de uma igreja? É possível uma pessoa ir para o céu sem freqüentar uma igreja? Afinal, um evangélico não praticante está em pecado?
As pessoas não querem e nem precisam de religião, dogmas, cartilhas e crendices, precisam de conversão, de novidade de vida e paz no coração. Quando entramos no campo da religiosidade estragamos o verdadeiro sentido da igreja, pois como sabemos, a religião afasta as pessoas. Esse mundo está cheio de traição, máscaras e discursos mentirosos, e se essas coisas acontecem dentro de uma igreja o que fazer lá? É só uma pergunta.
Acredito que quando uma igreja, que é uma comunidade deixa de ser uma comunidade e passa ser um clube onde seus sócios exigem seus direitos, pois estão ‘pagando’ por eles, ou, quando uma igreja se transforma em partidos políticos, onde cada grupo levanta e defende sua própria bandeira, e se esquecem que esse não é o papel da igreja na sociedade, estão assim, expulsando de dentro delas as pessoas e contribuindo para o aumento dessa estatística.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Perdoar não é esquecer!


Escrito por Maxwell Ferraz
Depois de ver o filme “O Poder da graça” que diga se de passagem é muito bom, tive vários pensamentos sobre o assunto Perdão. O filme gira em torno de um pai que perdeu um filho em um trágico acidente, e que não consegue se perdoar, pois acredita que o acidente e a conseqüente morte do filho foi sua culpa.
Lembrei da história de José do Egito, um dos maiores exemplos de como o perdão pode mudar o rumo de uma vida, de uma família e até de uma nação. José foi friamente jogado no fundo de um poço e depois vendido como escravo por seus próprios irmãos e tudo isso motivados pela inveja. O mais interessante é que anos depois José teve a chance de se vingar, mas não o fez.
Hoje, por muito menos as pessoas se aprisionam e passam a viver com fardos pesados sobre seus ombros, por não conseguirem se perdoarem, e também por não liberarem perdão sobre alguém. Estudos já comprovaram que rancor, ressentimentos e falta de perdão podem causar várias doenças como depressão, câncer, entre outras.
Já tive um pensamento equivocado sobre perdão, e talvez você ainda tenha... É um conceito errado que diz que perdoar é esquecer e na verdade não é. Perdoar não significa necessariamente esquecer, é não levar em consideração, é você lembrar-se da ofensa, da calúnia, do adultério, da traição e não sentir nada, pois está curado, no seu interior está tudo resolvido... Isso é perdão.